Press Release • Compagnia Aterballetto


© Raffaella Cavalieri

29 e 30 Julho • 21h30
Centro Cultural Olga Cadaval

Programa:

W.A.M.
Coreografia: Mauro Bigonzetti
Música: Wolfgang Amadeus Mozart, interpretada ao vivo por Bruno Moretti (Piano)

Rossini Cards
Coreografia: Mauro Bigonzetti
Música: Gioacchino Rossini, interpretada ao vivo por Bruno Moretti (Piano)


Historial da Companhia


Compagnia Aterballetto é a principal Companhia de Dança em termos de produção e distribuição em Itália, e o primeiro organismo permanente de produção de espectáculos de bailado, além das companhias de Teatros de Ópera.
Desde 1997 que a Direcção Artística está a cargo de MAURO BIGONZETTI, que iniciou e desenvolveu a sua carreira como bailarino e como coreógrafo com o Aterballetto, de 1982 a 1993, impondo-se como um dos principais solistas e realizando as suas primeiras experiências coreográficas, que o levaram a desenvolver colaborações com as mais prestigiadas companhias internacionais.
Presentemente, o repertório da Compagnia Aterballetto é composto por coreografias de Mauro Bigonzetti, Michele Abbondanza e Antonella Bertoni, Itzik Galili, e de jovens coreógrafos europeus, mas inclui também obras de artistas de renome internacional como William Forsythe e Jirí Kylián.

Fundado em 1979, em quase 20 anos de actividade artística o Aterballetto tem desenvolvido um repertório coreográfico extremamente rico, que inclui obras especialmente concebidas para a companhia por Amedeo Amodio, Director Artístico até 1996, e por alguns dos maiores coreógrafos internacionais, tais como Glen Tetley, Alvin Ailey e Lucinda Childs, além dos direitos de produção de importantes criações que fazem parte da herança da História da Dança do séc.XX, dos coreógrafos George Balanchine, Kenneth McMillan, Anthony Tudor, José Limon, Hans van Manen, Leonide Massine, David Parsons e Maurice Béjart

Uma série de colaborações de alto nível com coreógrafos de prestígio, mas também com compositores, cenógrafos e figurinistas, artistas plásticos e actores, tem consolidado ao longo dos anos a qualidade da Companhia Aterballetto, tornando-a na melhor Companhia de Dança italiana. Composta maioritariamente por bailarinos solistas, todos de altíssimo nível técnico e com versatilidade para interpretar mesmo os papéis mais difíceis em qualquer estilo de dança, o Aterballetto alcançou um vasto reconhecimento tanto nacional como internacional.

Em 1991, Aterballetto torna-se a Companhia do CENTRO REGIONALE DELLA DANZA, a Associação oficial formada pela cidade de Reggio Emilia, pela Região Emilia Romagna e pelo ATER (Associação dos Teatros de Emilia Romagna). O Centro Regionale della Danza desenvolve a sua actividade de produção com o cunho do ATERBALLETTO, tornando-se num centro de recursos para o mundo da dança sob todos os aspectos: produção, promoção, difusão, formação profissional, estudo e pesquisa.
Desde 1996 que Federico Grilli é o Presidente deste organismo (com as funções também de Director Geral). Sob a sua liderança, o centro transformou-se, em 2001, em Centro della Danza e, em April de 2003, numa fundação designada FONDAZIONE NAZIONALE DELLA DANZA – COMPAGNIA ATERBALLETTO
A Fundação reúne de facto algumas das mais marcantes experiências desenvolvidas no campo da dança, não só a nível regional mas também nacional, tornando-a um caso único em Itália: experiências tais como a organização do Curso de Formação Profissional para Jovens Bailarinos, espectáculos e recitais de dança e uma variedade de iniciativas destinadas a promover maior interesse público e uma maior visibilidade do mundo da dança.


Mauro Bigonzetti

Nascido em Roma, Mauro Bigonzetti estuda e forma-se na Scuola del Teatro dell’Opera da sua cidade, tendo de imediato ingressado na Companhia deste Teatro. Na época de 82/83, após dez anos de actividade na Ópera de Roma, integra o Aterballetto, sob direcção de Amedeo Amodio, onde interpreta todas as coreografias do repertório desta companhia. As mais marcantes colaborações deste período foram em bailados de Alvin Ailey, Glen Tetley, William Forsythe e Jennifer Muller, tendo dançado também muitas obras de George Balanchine e Leonide Massine.

Em 1990 criou a sua primeira obra Sei in movimento com música de J.S. Bach, que teve a sua estreia no Teatro Sociale em Grassina.
Na época de 1992/93 deixou o Aterballetto e lançou-se como coreógrafo independente. Neste período estabeleceu uma colabração intensa com o Balletto di Toscana, uma fonte, nesses anos, para muitos coreógrafos italianos.

Posteriormente, as suas mais importantes colaborações foram com as seguintes companhias internacionais: English National Ballet, Ballet National Marseille, Stuttgarter Ballett, Deutsche Oper Berlin, Staatsoper Dresden, Ballet Teatro Argentino, Balé da Cidade de São Paulo (Brasil), Ballet Gulbenkian, New York City Ballet, Ballet do Estado de Ankara, Ballet du Capitole Toulouse. Coreografou ainda obras para muitas companhias italianas, incluindo as companhias de bailado do Teatro alla Scala de Milão, Ópera de Roma, Arena de Verona e Teatro San Carlo em Nápoles..
Para as suas criações colaborou com diversos artistas tais como Claudio Parmiggiani, Fabrizio Plessi, Bruno Moretti, Elvis Costello, Danilo Grassi, Guglielmo Capone, Millar & Swandale, Roberto Tirelli, Fabrizio Montecchi, Nicola Lusuardi, Paride Bonetta, Helena Medeiros, Paolo Calafiore, Carlo Cerri, Beni Montresor, Massimo Castri, Lucia Socci.

Em 1997 tornou-se Director Artístico e Coreógrafo Residente da Compagnia Aterballetto sob a presidência de Federico Grilli, com quem tem colaborado na construção de um novo repertório e duma nova companhia.
As suas obras mais importantes para o Aterballetto são Songs, Persephassa, Furia Corporis, Comoedia Canti, Sogno, Cantata, Rossini Cards, Vespro, Les Noces, Psappha, representadas nos principais teatros mundiais.


Bruno Moretti

Bruno Moretti recebeu o seu diploma em piano e composição no Conservatório de Santa Cecília em Roma. Estudou de seguida com com Nino Rota, de quem foi mais tarde assistente.
Posteriormente estudou direcção de orquestra na Accademia Musicale Chigiana e estreou-se como Maestro, aos 22 anos, dirigindo Madame Butterfly na ópera de Roma.

Dirigiu mais tarde as orquestras dos Teatros La Fenice em Veneza, San Carlo em Nápoles, Comunale em Florença, do Festival Puccini em Torre del Lago, de Bérgamo, Brescia, Cremona, Pádua e Bari.
No estrangeiro dirigiu no Royal Festival Hall e no Barbican Centre em Londres, no Brucknerfestival em Linz, e na China, Israel, Japão, Canadá e nos Estados Unidos.

Desde 1991 que se tem dedicado exclusivamente à composição.

Bruno Moretti tem composto muito para teatro, cinema e televisão. Em 1998, o seu bailado Comoedia foi dançado pelo Aterballetto. A sua ópera Lady E. recebeu um prémio no concurso “Opera 2000” em Praga. Em 2000 foi interpretada “Il bestiario del XXI secolo”, uma encomenda da Orquestra “Giuseppe Verdi” de Milão, tendo sido reposta numa versão cénica em Novembro de 2001, na Ópera de Roma.

Escreveu a banda sonora original do filme “La ragione del sogno” baseado na vida de Pier Paolo Pasolini e apresentado na Mostra Internazionale del Cinema de Veneza em 2001.
Outra obras suas têm sido interpretadas no Teatro Regio em Parma, no “Pomeriggi musicali” de Milão, no Teatro Verdi em Trieste e no Teatro Regio em Turim.
Em Maio de 2002, “Vespro”, um bailado com coreografia de Mauro Bigonzetti, encomendado pelo New York City Ballet, foi dançado no New York State Theater, encontrando-se ainda no repertório da companhia.
Em Abril de 2004, compôs a música para o bailado “Orme”, coreografado por Mauro Bigonzetti para o Stuttgart Ballet.

Press Release • Cía Dançem Ester Carrasco




22 e 23 Julho • 21h30
Centro Cultural Olga Cadaval

DANÇEM nasceu há cinco anos, por iniciativa de Ester Carrasco, propondo uma nova visão da Dança Espanhola, na sua evolução até conceitos e formas contemporâneas.
A partir da sua investigação do movimento, DANÇEM faz convergir estilos clássicos com elementos novos e criativos, propondo-se como uma inovação sobre o que já foi concebido, com um resultado novo, pessoal e sobretudo arriscado.


“DANÇEM é, seguramente, uma aposta arriscada. A mistura de dança clássica
espanhola e o Flamenco com as novas formas da dança contemporânea, enquanto suporte de narrativas coreográficas marcadamente teatrais, confere ao seu próprio repertório uma estranheza e um sentido surreal que confronta o público com uma originalidade surpreendente.”
Vasco Wellenkamp (Director Artístico da Dança do Festival de Sintra)

Programa:

Deshechos Reales
Coreografia: Ester Carrasco
Intérpretes: Diana Sán Andrés, Rosa Zaragoza
Música: Yann Tiersen, Ivan Palomares, Kronos Quartet
Desenho de Luzes: Xenxo Ortas
Dramaturgia: Inmaculada Martín
Figurinos: Joserra Lertxundi
Duração: 15’

Na penumbra dum quarto, o coração duma mulher divide-se em dois, e debate-se com os seus laços de amor. A esperança luta contra o medo, entrechocando e rasgando-se a cada ângulo e a cada passo; uma decisão ainda por tomar.
A coreógrafa tenta reflectir um sentimento universal, misturando a interpretação de símbolos humanos com a exaltação da alma atormentada; o amor em confronto com a rejeição; o desejo de liberdade ou a dependência em confronto com a dor de não ser correspondido.
Deshechos Reales não tenta apenas dar ao espectador uma combinação inteiramente nova de movimento e outros elementos artísticos, mas sim uma novíssima visão da Dança Espanhola, combinando a interpretação de símbolos humanos com a exaltação de uma alma atormentada.

Belladona
Coreografia: Ester Carrasco
Intérpretes: Toda a companhia
Música: Walther Cutinni, Giselle Wai, Manuel Lavandera
Desenho de Luzes: Xenxo Ortas
Dramaturgia: Inmaculada Martín
Figurinos: Gabriel Bessa
Duração: 30’

O mundo das flores apresenta infinitas possibilidades de produzir uma gama de formas e feitios dotados de grande poder de expressão.
Belladona é composta por sete partes distintas, todas em torno da flor que lhes dá o título e dos efeitos que esta provoca nas almas, que passam por várias étapas e situações de vida – o nascimento de algo, o amor, humor, força e morte. Estas histórias são contadas por oito bailarinos que formam o coro de flores, quatro bailarinos representando os caules e quatro bailarinas simbolizando as flores.


El Tendedero
Coreografia: Ester Carrasco
Intérpretes: Mariángeles Fernández, Leticia Castro, María Santos
Música: Rodrigo Leäo
Desenho de Luzes: Xenxo Ortas
Dramaturgia: Inmaculada Martín
Figurinos: Inmaculada Martín
Duração: 10’

No pátio do bairro, sucedem-se vidas que buscam o despontar dum novo acontecimento, Entre todas, aquela mulher, outrora grande, por entre a sua embriaguez relembra o esplendor do passado, brincando com os seus fantasmas como se fossem admiradores da sua já acabada carreira. A decadência do espectáculo é tal que as suas vizinhas sentem compaixão e quase tentam ser personagens dessa história. A sós, por entre o estendal de roupa, as amigas usam a sua imaginação e, apesar de aparentemente impassíveis, não deixam de se pensar, por um momento, serem figuras de tal calibre.

Sentido Único
Coreografia: Ester Carrasco
Intérpretes: Toda a companhia
Música: Ivan Llopis, Technophonic Chamber Orchestra
Desenho de Luzes: Xenxo Ortas
Dramaturgia: Inmaculada Martín
Figurinos: Eva Pedraza, Salvador Mateu
Duração: 10’

“Instinto, luxúria, não há razão que se possa interpor na ânsia de possuir. Elas carecem de alma, e sabem como obter o seu troféu, desenrolando a falsa bandeira do amante. No reino das amazonas não existe compaixão nem medo, tudo é necessário e oportuno até atingirem os seus fins. Aqueles que se cruzem, incautos, acreditarão tocar na doce fruta, pensarão terem sido eleitos como oferenda, mas, ao morderem e serem mordidos, a mentira recuperará a sua verdadeira face e será impossível escapar ao amargo veneno.”
No amor, como em quase todos os mundos interiores, o antagonismo em relação ao outro manifesta-se naquilo que se recebe e naquilo que se reclama; por vezes o tocar, por vezes palavras; por vezes deixamo-nos levar e por vezes apenas o fingimos.
Aqui se demonstra como se combinam desejos com necessidades, como possuir é quase uma batalha, nem sempre justa, nem sempre verdadeira. Normalmente imaginamos o ser masculino como o dirigente destes vaivéns, e talvez seja então altura de mudar os pólos desta guerra, e ver como a feminilidade nem sempre é a mais frágil das artes.


Historial da Companhia

DANÇEM nasceu há cinco anos, por iniciativa de Ester Carrasco, propondo uma nova visão da Dança Espanhola, na sua evolução até conceitos e formas contemporâneas.
A partir da sua investigação do movimento, DANÇEM faz convergir estilos clássicos com elementos novos e criativos, propondo-se como uma inovação sobre o que já foi concebido, com um resultado novo, pessoal e sobretudo arriscado.


Ester Carrasco

Ao longo da sua carreira como coreógrafa, Ester Carrasco estreou vários trabalhos e em todos deu mostras de um estilo próprios, cheio de carácter experimental embora sempre fiel à sua raíz espanhola.
Depois dos seus começos com “Reflexiones de Mey”, de ter obtido o prémio de segundo lugar no XII Certamen de Coreografía, Danza Española y Flamenco com “Deshechos Reales”, e de ter sido convidada a estrear “Belladona” neste certame no ano seguinte, este ano Ester Carrasco apresenta-nos duas novas coreografias.
O objectivo deste projecto é de transmitir a todos esta evolução, demonstrar como a Dança Espanhola e o Flamenco, assim como outros estilos dentro e fora das nossas fronteiras, podem situar-se à frente das vanguardas, promovendo assim a arte em todas as suas vertentes.

Press Release • Mauricio Vallina



17 Julho • 17h00
Palácio Nacional da Pena

"Na sua 40ª edição a realizar em 2005, o Festival de Sintra honra-se de enriquecer a sua programação de Música com uma série de recitais de piano interpretados por artistas directamente sugeridos por Martha Argerich, actualmente uma das maiores pianistas do Mundo.
Tendo sido vencedora de uma série de prémios e concursos internacionais, entre os quais o Concurso Internacional Chopin em Varsóvia, em 1965, Martha Argerich desenvolveu uma das mais brilhantes carreiras internacionais, quer como concertista quer no domínio da música de câmara. Actualmente conta-se entre os artistas que mais completa discografia realizaram junto de editoras de grande prestígio, como seja a Deutsche Grammophon.
Constitui assim um privilégio para o Festival de Sintra acolher alguns dos pianistas que directamente colaboram com Martha Argerich, apresentando-se em conjunto com ela nos mais afamados festivais e palcos europeus, destacando-se em particular a consagração destes artistas na série «Proggetto Martha Argerich» do Festival de Lugano, na Suíça. A presente iniciativa constitui assim um valioso intercâmbio entre o Festival de Lugano e o Festival de Sintra.
A «Carta Branca a Martha Argerich» marca, deste modo, o início de uma profícua e inestimável colaboração entre o Festival de Sintra e uma pianista de alta craveira mundial como Martha Argerich. "

Dr. Luís Pereira Leal
Director Artístico da Música

Programa:

Johann Sebastian Bach
Siciliano em Sol menor, da Sonata para Flauta e Cravo em Mi bemol Maior, BWV 1031 (transcrição de Wilhelm Kempff)

Robert Schumann
Tema variado sobre o nome Abegg, op. 1
Grande Humoresque, em Si bemol Maior, op 20

Franz Liszt
De Années de Pèlerinage: «Venezia e Napoli»
Valse oublièe nº 1
Mephisto Valse nº 1


Biografia de Maurício Vallina

Alexander Em 2001 Mauricio Vallina gravou o seu primeiro CD para a etiqueta EMI Classics International. Sob o título de «Martha Argerich Apresenta Mauricio Vallina», esta gravação foi galardoada com a mais alta distinção «CHOC La Musique» da revista especializada Le Monde de la Musique, tendo como consequência a aclamação do pianista em Viena, Londres e Paris.
Nascido em 1970, em Havana, Cuba, Mauricio Vallina começou a receber lições de piano aos sete anos. Em 1984 ingressou no Conservatório de Música de Havana, onde estudou com Roberto Urbay. Aos dezasseis anos tornou-se o mais jovem laureado do Concurso Nacional de Música da UNEAC (União de Escritores e Artistas Cubanos), e um ano mais tarde foi vencedor do Primeiro Prémio e do Prémio Especial do Júri para a melhor interpretação de música cubana, no Concurso Nacional «Amadeo Roldán». Depois de ter obtido o Diploma «de Ouro» em Havana, bem como outros prémios, Mauricio Vallina prosseguiu a sua formação no Conservatório Estatal Tchaikovsky de Moscovo, sob a orientação de Henrietta Mirvis e Irina Plotnikova. Posteriormente veio a concluir os seus estudos no Conservatório Real de Madrid, com Joaquín Soriano.

Em 1994 foi galardoado com o Segundo Prémio e o Prémio Especial pela melhor interpretação de música espanhola no IX Concurso Internacional de Piano «José Iturbi» em Valencia e, em 1996, foi o vencedor do Primeiro Prémio First Prize do Concurso Internacional de Piano Gernika. Tendo concluído o seu percurso académico, com o diploma de Mestre em Belas Artes do Conservatório Estatal de Moscovo, o seu desenvolvimento como pianista tem sido catalisado pela enorme influência de Zenaida Manfugás e Martha Argerich. Frequentou a prestigiada Fundação Internacional de Piano de Como, em Itália, onde pode participar em masterclasses com artistas como Alicia de Larrocha, Dimitri Bashkirov, Fou Tsong.

Desde 1990 Mauricio Vallina apresenta-se em público como recitalista, assim como em concertos com orquestra. Em 1998 estreou-se no Tonhalle de Zurique, um passo importante na sua carreira internacional. Realizou gravações e emissões para a Rádio e a Televisão, na Europa, América do Sul, Ásia e Austrália. O seu repertório estende-se desde J. S. Bach até à música contemporânea, tendo já realizado a estreia americana de um Concerto para Piano que lhe foi dedicado pelo compositor colombiano Arturo Cuellar. Participou em diversos filmes documentários, tais como «Nelson Freire – Uma produção Brasileira», e foi convidado para actuar em numerosos festivais, entre os quais se salientam os Festivais de La Roque d‘Anthéron em França (2000), de Beppu «Ponto de Encontro de Martha Argerich», no Japão (2001), de Schleswig-Holstein na Alemanha (2002), de Lugano, um projecto de Martha Argerich na Suíça (2002 e 2003) e da Radio France em Montpellier, França (2004). Apresentou-se com várias orquestras liderantes, sob a direcção de maestros como Pavel Iadij, Howard Griffiths, Alexander Rabinovitch, Roberto Tibiriçá, Christoph Eschenbach, etc. Actuou em duo com Martha Argerich em diversos países.

Press Release • Quarteto Tacet



16 Julho • 17h00
Quinta da Regaleira


Programa:

Erwin Schulhoff
Cinco Peças para Quarteto de Cordas (1923)

Dmitri Chostakovitch
Quarteto para Cordas nº 3, em Fá Maior, op. 73 (1946)

Antonin Dvorák
Quarteto para Cordas nº 13, em Sol Maior, op. 106 (1895)



Biografia do Quarteto Tacet

O Quarteto de Cordas Tacet, constituído por Vítor Vieira e Juan Maggiorani (violino), Jano Lisboa (viola) e Nuno Abreu (violoncelo), foi fundado no seio da Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe de música de câmara do professor Paul Wakabayashi, em 2003-04. Beneficiou também da actividade concertística dos seus membros com vários artistas do panorama português, como Aníbal Lima, Paulo Gaio Lima ou Alexei Eremine. Nesta curta existência, destaca-se a obtenção do 1º Prémio de Música de Câmara de nível superior no concurso Prémio Jovens Músicos da RDP, em 2004, e a participação no Concerto dos Laureados deste mesmo concurso, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian.

Vitor Vieira estudou com o professor Alberto Gaio Lima na Escola Profissional Artística do Vale do Ave, e com Aníbal Lima na Academia Nacional Superior de Orquestra. Actualmente prossegue os seus estudos com Gerardo Ribeiro na Northwestern University, em Evanston, Chicago, sendo bolseiro daquela instituição e da Fundação Calouste Gulbenkian. Participou em master classes com Alexei Mikhline e Sergei Kravchenko. Obteve vários prémios no concurso Prémio Jovens Músicos RDP, nomeadamente o 1º Prémio de Violino em nível médio (2001) e superior (2003). Apresentou-se como solista com a Orquestra Artave, a Orquestra Académica Metropolitana e a Orquestra Gulbenkian.
Juan Maggiorani estudou violino com o professor Aníbal Lima na Academia Nacional Superior de Orquestra, e actualmente estuda com o professor Zakhar Bron, na Escola Superior de Música Rainha Sofia, em Madrid. Participou também em master classes com Felix Andrievsky, Sergei Kravchenko e Gerardo Ribeiro.

Jano Lisboa estudou viola com José Luis Duarte (F.A.M. de Viana do Castelo) e Paul Wakabayashi (Academia Nacional Superior de Orquestra). Actualmente estuda no New England Conservatory, em Boston, com a professora Kim Kashkashian. É bolseiro dessa instituição e da Fundação Calouste Gulbenkian. Frequentou master classes com Neithard Resa, Gérard Caussé, Carol Rodland e Anabela Chaves, entre outros. Actuou como solista com a Orquestra da Escola Profissional de Musica de Viana do Castelo e com a Orquestra Académica Metropolitana. Obteve prémios em várias edições do Prémio Jovens Músicos, sendo de destacar o 2º Prémio em Viola (nível médio) e o 1º Prémio em Musica de Câmara (nível médio).

Nuno Abreu estudou com os professores Luís Manuel, Luís Sá Pessoa e Maria José Falcão na Fundação Musical dos Amigos das Crianças. Actualmente, completa a Licenciatura em Violoncelo na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe do professor Paulo Gaio Lima. Tem participado em várias master classes, com os professores Maria de Macedo, Márcio Carneiro, Martin Ostertag, Roman Garioud, Hans Jorgen Jansen, Xavier Gagnepain e Wolfgang Boettcher. Foi recentemente convidado pelo professor Martin Ostertag a integrar a sua classe de Violoncelo, na Hochschule für Musik Karlsruhe, na Alemanha.

Press release • Scottish Dance Theatre



15 e 16 Julho • 21h30
Centro Cultural Olga Cadaval


Scottish Dance Theatre (SDT) é a mais importante companhia de dança contemporânea da Escócia, e pertence ao Dundee Rep Theatre. SDT cria e circula novas obras por toda a Escócia, pelo Reino Unido e ainda internacionalmente. O seu repertório inclui obras coreográficas de artistas residentes no Reino Unido e coreógrafos internacionais, assim como trabalhos da Directora Artística Janet Smith. SDT tem como objectivo o desenvolvimento contínuo da linguagem e forma da dança, e propõe-se oferecer ao público uma experiência de emoções, entretenimento, desafio e prazer. Os bailarinos da companhia partilham ainda o seu conhecimento e paixão pela dança através de ateliês e programas de residência, num projecto educativo que abrange toda a comunidade.

A companhia teve o seu início em 1986 como um serviço à comunidade local, mas aos poucos começou a aventurar-se mais longe, adquirindo um estatuto profissional e recebendo aplausos da crítica a nível nacional. Em 1991 a companhia (então com o nome de Dundee Rep Dance Company), recebeu o altamente prestigiado prémio Digital Award for Dance. Em Junho de 1997, Janet Smith foi nomeada Directora Artística. Uma das mais inovadoras, respeitadas e estabelecidas produtoras de dança do Reino Unido de hoje, Janet trouxe para a companhia uma vasta e rica experiência, tendo dirigido a sua própria companhia, Janet Smith & Dancers, durante doze anos, além de ter coreografado para várias companhias britânicas e internacionais. O seu trabalho tem sido descrito como “uma dança sobre as pessoas, que fala directamente ao coração do público”. Sob a sua direcção, o tamanho e estatuto do SDT tem aumentado significativamente, e as suas coreografias desenvolveram um apuramento profissional e uma maturidade de visão.

O Scottish Dance Theatre é altamente respeitado pela sua originalidade, clareza e simplicidade, e recebeu o Critics’ Circle National Dance Award for Outstanding Repertoire (Prémio da Crítica por Repertório Excepcional) no ano passado.


“O Scottish Dance Theater recebeu, em 2004, o prémio da crítica Circle National Dance Award for Outstanding Repertoire. É uma Companhia que nos chega precedida de um grande sucesso internacional. Rui Horta, que colabora regularmente com a Companhia, apresenta neste programa uma estreia mundial. Rui Horta é um coreografo com uma forte personalidade artística representado em várias companhias europeias com enorme sucesso. O Festival de Sintra orgulha-se de estrear no programa do seu 40º aniversário uma estreia mundial da autoria de um grande coreografo português, dançada por uma excelente companhia.”

Vasco Wellenkamp (Director Artístico da Dança do Festival de Sintra)


Track
Coreografia: Didy Veldman
Música: Philip Feeney
Duração: 37 minutos
Bailarinos: Baptiste Bourgougnon, James MacGillivray, Anthony Missen, Gemma Nixon, Victoria Roberts, Philippa White

Uma obra que explora a necessidade de pertença – pública, privada e nas nossas relações mais íntimas. Plena de uma energia à flor da pele, dum humor peculiar e de música de vanguarda.
“…perspicaz e recheada de tesouros.” - The Guardian


MUTE

(Nova Criação – Estreia Mundial em Sintra)
Coreografia: Rui Horta
Música: Tiago Cerqueira
Duração: 28 minutos
Bailarinos: Baptiste Bourgougnon, James MacGillivray, Riccardo Meneghini, Anthony Missen, Gemma Nixon, Victoria Roberts, Philippa White


“Depois de ter remontado o meu dueto Broken para o Scottish Dance Theatre, na temporada de 2003/2004, que foi excelentemente interpretado, resolvi aceitar o convite para criar uma nova obra de raiz, para a companhia.
O nível de intérpretes, o profissionalismo da equipa e a qualidade humana que envolve o dia a dia desta pequena (mas ambiciosa) estrutura, foram as razões determinantes na minha opção. Num momento em que trabalho simultaneamente na minha nova criação independente, seguramente mais conceptual e teatral, esta obra para o Scottish Dance Theatre será um contraponto, uma ocasião para “revisitar” o corpo e redefinir uma linguagem gestual. Ao proporcionar-se este outro convite do Festival de Sintra para a estreia, aceito mais um desafio, o de criar no magnífico palco do Centro Cultural Olga Cadaval e de passar da intimidade do gesto para a dimensão arquitectural do espaço.”
Rui Horta

Luxuria
Coreografia: Liv Lorent
Música: Vassilis Tsabropoulos, Max Richter, Valentin Silvestrov, Calexico, Jaques Morelenbaum, António Pinto
Duração: 33 minutos
Bailarinos: Baptiste Bourgougnon, Toby Fitzgibbons, Ruth Janssen, James MacGillivray, Riccardo Meneghini, Anthony Missen, Naomi Murray, Gemma Nixon, Victoria Roberts, Philippa White

Uma experiência terra a terra celebrando um instinto para a paixão, para a sensação, para a ligação. Luxuria serve-se duma banda sonora clássica e apaixonada, combinando inteligência e reflexão com uma certa tristeza e sentido do romântico.

“…uma obra majestosa – inteligente, pensativa, incrivelmente triste e desavergonhadamente romântica.” - The Stage